sexta-feira, 30 de julho de 2010

Três é demais

Sairemos pela terceira vez. Hoje é que eu saberei se eu tenho um relacionamento ou se foi apenas uma curtição de dois encontros.

Num primeiro encontro fala-se muito. A conversa flui e a competição de quem é mais interessante é quase uma final de copa do mundo. Eu adoro filmes do Almodovar. Ele adora música clássica. Eu não sou mulher de beijar qualquer homem. Ele é um cara sério em busca de um relacionamento. Eu sou super independente. Ele sempre termina bem os relacionamentos. Por aí vai. É uma ladainha sem fim. Tudo isso acompanhado por muitas risadinhas simpáticas e um olhar 43 que é capaz de apaixonar qualquer um.


No segundo encontro a pegação já é mais forte. É quando se provoca e também é quando se descobre que a santinha e o cara sério do primeiro encontro era só uma papagaiada sem fim. Talvez o segundo encontro também seja marcado pelo sexo ou pelo menos pelas preliminares.

É nesse momento que 90% dos 'casais' deixam de virar um casal. Afinal, se não rolou quimica no segundo encontro. Para que eu vou ver três vezes? Ta, tudo bem. Estou sendo adiantada. Talvez precise de um terceiro encontro. Mas aí eu já posso dizer aquele velho ditado: 'Um é pouco. Dois é bom e três é demais'. É ali. Exatamente no terceiro encontro que eu posso começar a pensar se eu tenho um relacionamento com o meliante.

Já deu tempo de perceber se ele tem pegada. Já deu para sacar se o cara tem realmente papo ou se apenas deu um google antes de sair de casa pro primeiro encontro. (Sim, eu conheço caras que dão um google só para ter assunto pseudo-cults). Já deu também para me comer. Ou seja, só vai querer comer de novo se realmente for bom.

Se você já está apaixonadinha, com borboletinhas voando no terceiro encontro, se controla! Não da ainda para ser romântica se não o cara percebe que você ta na dele. E aí? Já era. Ele vai te enrolar por pelo menos mais 2,378 encontros.

Você tem que ser 'ameaçadoramente sensacional' no terceiro encontro. É quando você vai estar mais linda e mais surpreendente e com um ar de superioridade. Não faz aquela cara de donzela carente não! Não entregue o jogo. E claro, se ele te de um fora no terceiro encontro, saia com ar de superioridade, como se fosse exatamente aquilo que você também queria.

E mais, como se você só tivesse saido com ele três vezes porque estava sem nada pra fazer. Mas se a pegada no terceiro encontro for boa... Humm.. dê o seu melhor. Mostre pra ele que além de linda, gostosa e independente (tá, finge!) você consegue ser sensacional na cama. Pronto. Eu dúvido que ele não fique na sua. Depois me conta!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Auto-sabotagem



No domingo ele já me deu um bolo. Na segunda eu liguei mas ele não atendeu. Na terça eu tentei ligar e ele disse que retornava. Na quarta ele disse que não poderia me ver. Na quinta ele saiu mais tarde do trabalho. E assim eu me auto-sabotei a semana toda ligando para um infeliz que não queria nada comigo.

Eu já sabia que ele não queria nada. Ele me disse logo no primeiro encontro que estava afim de 'curtir com os amigos'. Mas aquela frase era como música para os meus ouvidos masoquistas. Ainda mais acompanhada de um '...mas você é linda demais'. Era claro que eu queria mais e só queria porque não podia e porque ele não queria.

A auto-sabotagem funciona assim: Nós mulheres inteligentes conhecemos homens que não prestam, mas que beijam que é uma delícia. Vamos nos sabotar de todas as formas para ter aquele beijo novamente e aquela pegada que meu Deus!

Não importa se o cara é um pizzaiolo ou é um gerente de finanças da IBM. No fundo, o que todas as mulheres queriam é que tivesse dado certo a relação com todos os homens que transaram. Ou melhor, o que todas as mulheres queriam era poder pelo menos dar um fora em todos e não ser taxada de louca que fica ligando várias vezes e levar um fora.

Eu já tentei a técnica de pensar somente nos defeitos para não ligar e não funciona. É engraçado. É como se nós (lindas e inteligentes) abrissemos uma excessão para aquele 'pé rapado' e mesmo assim ele ousa não atender a minha ligação? Não faz sentido.

A auto-sabotagem é clara. Parece que nós fazemos questão de nos igualar aos caras que não prestam e corremos atrás deles. A auto-sabotagem faz com que qualquer mulher solteira em casa fale com quem não deve no MSN. A auto-sabotagem faz com que o trabalho não renda. A auto-sabotagem é como se ignorassemos a placa de PERIGO.

Calma, também não é tão horrível. Depois de umas três ou quatro semanas a auto-sabotagem tem fim. E logo já começa novamente...

domingo, 11 de julho de 2010

#Música - Mania de você - Rita Lee


Meu bem você me dá
Água na boca
Hum! Rum!
Vestindo fantasias
Tirando a roupa
Molhada de suor
De tanto a gente se beijar
De tanto imaginar
Imaginar!
Loucuras...

A gente faz o amor
Por telepatia
No chão, no mar, na lua
Na melodia
Mania de você
De tanto a gente se beijar
De tanto imaginar
Imaginar!
Loucuras...

Nada melhor
Do que não fazer nada
Só prá deitar
E rolar com você...(2x)

Meu bem você me dá
Água na boca
Água na boca!
Vestindo fantasia
Tirando a roupa
Molhada de suor
De tanto a gente se beijar
De tanto imaginar
Imaginar!
Loucuras...

A gente faz amor
Por telepatia
Telepatia!
No chão, no mar, na lua
Na melodia...

Mania de você
De tanto a gente se beijar
De tanto imaginar
Imaginar!
Loucuras...

Nada melhor
Do que não fazer nada
Só prá deitar
E rolar com você...(2x)

Meu bem você me dá
Água na boca!

As terapias da minha vida


Resolvi, ou melhor, minha mãe resolveu que eu deveria começar a fazer terapia com 17 anos. Eu sempre fui muito educada, respeitava meus pais, tirava boas notas, me alimentava direitinho... enfim, alguma hora eu tinha que resolver ser 'rebelde' e foi com 17 anos.

A minha rebeldia começou quando a minha mãe leu uma conversa minha no MSN com uma amiga e eu dizia: 'queria muito transar com ele'. Aquilo era um absurdo para minha mãe - 'Onde já se viu falar nessas coisas pela internet? Onde qualquer pessoa pode entrar no computador e ler o que você escreve?' (Isso na cabeça da minha mãe que não entendia o que era MSN, e muito menos que ninguem entra no computador).

Minha primeira terapeuta era uma amiga de infância da minha mãe. Eu não lembro qual era a linha que ela seguia, mas devia ser algo bem bravo, tipo a linha da esquerda, de exu. Ela queria ser minha melhor amiga e eu não queria ser a melhor amiga dela. Depois de algumas sessões eu percebi que ela sempre chorava no final. Eu não sabia ao certo se eu tinha falado algo triste, mas depois descobri que ela chorava pensando: 'Coitada da mãe dessa menina'. Eu desisti dela.

Achei que talvez um psicologo homem pudesse ser menos emotivo. Foi quando eu comecei a terapia com um cara que achava que todos os problemas da minha vida, quer dizer, do universo, se concentravam ao redor da minha mãe. Está menstruada? culpa da sua mãe. Acordou de TPM? culpa da sua mãe. Quer transar? culpa da sua mãe. Toma coca-cola todos os dias? culpa da sua mãe. Eu também desisti dele.

Me mudei para São Paulo. Na minha cabeça todos os terapeutas da capital deveriam ser sensacionais. (só na minha cabeça). Foi quando eu conheci a pessoa mais louca e com mais problemas psicologicos do mundo, a Soraia. Ela conseguia me deixar mais louca em suas terapias. Eu não aguentava mais. Até que resolvi entrar no joguinho dela. Cheguei um dia e falei: 'Soraia, eu estou ouvindo vozes, vultos, que querem me tirar do meu corpo?'. Aquilo foi um prato cheio para aquela louca. Até o momento em que eu disse que aqueles vultos estavam dentro da sala do consultório dela. Foi ela que desistiu de mim.

Até que eu conheci a Margarete. Ela me conquistou logo de cara porque ela tinha um divã de onça. Meu Deus, o que era aquele divã. E ela garantiu o meu amor eterno quando me perguntou: 'Você está aqui por você ou por sua mãe? Porque se a sua mãe te obrigou pode ir embora'.

Margarete era realmente sensacional. Eu sempre fazia as coisas que Margarete me orientava. Afinal, ela era casada com um médico lindo, lindo, lindo. Tinha duas filhas lindas, lindas, lindas. Tinha um cabelo maravilhoso. Uma cara de safada que me dava inveja. Era óbvio que Margarete era um exemplo de mulher a ser seguida. Foi ai que eu me encontrei. Não vivo mais sem a Margarete.

Não que eu tenha deixado de ter vontade de transar com aquele menino quando eu tinha 17 anos, mas é que AGORA EU TENHO VONTADE E FAÇO!

Obrigado Margarete.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

'Happy Hour' (ou não)


Café ou Cerveja? Essa foi a primeira pergunta de Sophia em nosso encontro semanal. Ela (e a maioria) costuma chamar esses encontros de 'happy hour', mas para mim isso, quando inclui somente mulheres, se traduz em 'momento do dia que podemos falar de homens, paquerar homens, beber cerveja igual aos homens e as vezes sair de lá com um ou vários homens'.

Fomos pro bar e o assunto já era certo. Eu iria contar o meu final de semana 'Sozinha e Fabulosa' e ela iria me contar de seu final de semana no baile funk ao lado do ex-atual-ex-rolo-atual-ex namorado, que fariam uma despedida.

O local era estratégico. Eu virada para um espelho que refletia todo o bar e dava para paquerar de uma forma sensacional. Ela virada para o bar, o que também dava para paquerar de uma forma extraordinária. Cerveja no copo. Pizza para acompanhar. Era o cenário ideal para duas mulheres começarem a noite de quarta-feira.

Aliás, a quarta-feira também tinha sido escolhida a dedo. É o dia em que já passou as fofocas do final de semana, já passou a ressaca do final de semana, já deu tempo do bofe do final de semana te ligar (ou não) e ainda já da para planejar o próximo final de semana.

Eu comecei o papo. O bom de ser mulher é poder ter atenção difusa. Enquanto Sophia ouvia o meu desabafo semanal, ela comia, bebia e ainda conseguia paquerar o mocinho bonito da mesa da frente. Ele era o típico 'homem happy hour', ou seja, vestido de calça social, camisa com a manga dobrada e um pouco aberta, cabelo com gel já um pouco seco, e claro uma aliança enorme no dedo. Afinal ele só tinha saído para uma hora feliz com os colegas de trabalho. (Cai nessa sua tonta!)

O papo foi ótimo. Nós duas faziamos cara de surpresa com a história da outra, mas na verdade eu já sabia com detalhes tudo que tinha rolado e ela já sabia também. Sim, as mulheres marcam encontro para fofocar, mas isso não quer dizer que elas não fofocam pelo telefone, e-mail, MSN, twitter, enfim. Era apenas uma forma de registrar em cartório a fofoca. E claro, matar as saudades.

Sophia é minha amiga de infância. Porém ela tem dois anos a menos do que eu e ela adora que todos saibam dessa informação. Nós sempre acabamos o encontro com uma provocaçãozinha e aquele dia não poderia ser diferente. O 'Finanças Alemanha' me ligou e ela? Bem, ela foi embora chupando o dedo. Afinal ter dois anos a menos não significa nada, né Sophia?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

#FrasesdeSamantha

'Você já está conversando comigo faz 39 segundos. Vai ou não me comer?'
Redação Terra

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Não obrigada! Eu realmente não me interesso por quem não se interessa e muito menos por quem não pensa em sexo! Next!

A visão de Jabor



Relacionamentos .. Sempre acho que namoro, casamento,
romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:

- 'Ah, terminei o namoro... ' - 'Nossa, quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'
- É não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.

E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em
pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se
somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você
mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico
que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... E se o beijo bate... Se joga... Se não
bate... Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a
pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro,
recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é
compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu
pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?

Arnaldo Jabor

terça-feira, 6 de julho de 2010

A beleza de cada dia


É impressionante a minha preguiça em me arrumar logo cedo. Todas as noites eu penso: 'Amanhã antes de ir ao trabalho eu lavo o cabelo e faço escova'. É impressionante também como o sono me faz esquecer facilmente dessas promessas da noite anterior.

Se eu pudesse usaria uma Máscara do Jason todos os dias em que eu não estivesse afim de ser bonita. Eu fico admirada, confesso, quando vejo alguma mulher que chega com a unha pintada cada dia de uma cor diferente, cabelo arrumado como se estivesse acabado de sair do salão e um perfume como se ela tivesse tomado banho ali, no banheiro do escritório.

Eu juro que me esforço, mas é IMPOSSÍVEL estar linda assim vindo trabalhar de ônibus, trem, metrô... A estação da Sé acaba com meu cabelo. No paraíso eu já perdi meu perfume e minha roupa já está mais do que amassada. A minha cara nem se fala, já está péssima desde que eu acordo cedo e tenho que enfrentar todos os dias essa loucura!

Em algumas empresas (principalmente as comandadas por mulheres) existe um discurso todo de 'aqui não é desfile de moda, nós viemos aqui para trabalhar'. Elas se vestem de qualquer jeito e estão cada dia mais gordas. (Ai que delícia!)

O homem mal penteia o cabelo e só troca a camiseta, repetindo a calça jeans a semana toda, mas mulher não, tem que estar todos os dias vestida para matar.

Podemos usar algumas armas. Não deu para arrumar o cabelo? Prende e no último caso apela para a trança. Dormiu mal? usa óculos escuro. Chegou com cheiro da estação da sé? Corre pro banheiro e dá uma reforçada no desodorante.

Em último caso algumas mulheres apelam para as justificativas, como se já se entregassem dizendo: 'Eu sei que estou um tribufu'. Algumas já chegam no trabalho e dizem: 'Nossa, tive uma noite péssima, o trânsito estava infernal e as pessoas me encoxavam no metrô'. (Traduzindo: estou com olheira, toda amassada e fedida).

Eu prefiro apelar para a simpatia. Quando estou feia eu sou tão simpática. Ando sorrindo. Nossa eu ando tão agradável últimamente! (como diria minhas amigas do @cdm30)

#FrasesdeSamantha

'Nunca deixe sua calcinha na casa de um homem. Você provavelmente não irá mais vê-lo'


O dificil é encontrar material humano para este teste. Faz tempo que eu não pego um virgem. Aliás, também não tenho paciência. Se com os rodados a coisa nem sempre rola, imagina se eu tivesse que ensinar.

#FrasesdeSamantha

'Ir para uma boate gay é o mesmo que uma diabética ir em uma loja de doces!'

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Medo da hora H


Eu estava sozinha há pouco tempo. Nem lembrava mais que depilação deveria entrar para as contas do mês. Meu ex-marido, o Pablo, já me comia da mesma forma que eu digito sem olhar e sem errar.

O 'Finanças Alemanha' da noite que eu descobri que posso ser Sozinha e Fabulosa não tinha se contentado com a desculpa de que minha amiga não iria gostar de homens em casa e já tinha milhares de sugestões: 'Motel? Drive-in? Minha casa?'.
Eu inventando desculpas mas a grande verdade é que eu ESTAVA MORRENDO DE MEDO DE DAR! Eu não sabia mais o que era um pau diferente dentro de mim. Foram anos com aquele mesmo formato, na mesma velocidade (ou não), na mesma má vontade.
Eu definitivamente não sabia mais o que era transar com um desconhecido e comecei incluindo a depilação novamente nos gastos do mês. Eu enrolei ele por quase uma semana. Usei até a tática que aprendi com as amigas do 'Confissões de Mulheres de 30' e inventei que tinha uma mancha enorme e peluda na minha barriga para ver se ele desistia de me comer. E ele NÃO DESISTIU. Parecia que a mancha tinha se tornado até algo desejável para aquele homem.
Ok. Ok. Eu também não precisava ficar louca né? Afinal eu só iria voltar a fazer algo que eu fazia MUITO bem com MUITAS pessoas antes de me casar.
Tá, marcamos o motel para amanhã. Ele quer uma 'pernoite' - 'Eu não quero só transar com você. Quero também dormir abraçado com você. Sentir seu cheiro. '
Ahhhh! Dormir abraçado? Sentir meu cheiro?
Nessa hora eu desejei que o 'Finanças Alemanha' fosse um 'Negão estuprador da ZL' e que não soubesse nem falar. Apenas iria me comer. Sem notar muito se eu também sei conversar. Quem sabe se fosse assim eu não estaria menos nervosa.
Eu estou rezando para que ele tenha uma ejaculação precoce e que só de pegar em meus seios já se liberte. (Tá, eu não to rezando pra isso)
Mas estou com medo. Faz exatos 2 anos e 6 meses e 4 dias que eu não dou para um homem diferente. E uma semana que estou SOLTEIRA!
Meu pai, me permita ter a sabedoria sexual de Samantha Jones. A grosseria de Miranda. A ilusão de 'dormir abraçado' da Charlotte e os sapatos da Carrie para a noite de amanhã!

Sozinha e Fabulosa

Era sábado. Minhas amigas haviam sumido. Parece que tinham sacado que eu queria sair para 'o crime' aquela noite e a forma de me reprimirem foi marcando programas nada, bem, digamos, inspirados. Débora estava longe. Sophia resolveu sair com o ex namorado para uma despedida (pelas minhas contas elas já estava na 14ª despedida). Érica tinha ido para o interior. Algumas outras que nem merecem ser citadas me ignoravam apenas pelo fato de não querer competir na hora do crime.

Foi aí que eu pensei: 'Porque não sair sozinha?' Existem dias em que as pessoas só servem para fazer você não chegar sozinha na balada. Você só ira chegar com elas, pq depois você quer mais é que elas SUMAM para que você possa paquerar aquele cara que não sabe se olha para você ou para sua amiga.
Sempre quis experimentar então uma balada sozinha. Chegar sozinha, criar amigas no banheiro. Tenho uma amiga que foi sozinha, fez amigas no banheiro e até é madrinha do casamento de uma delas. Então era a minha vez.
Escolhi uma balada nem tão longe de casa. Se me batesse aquela deprê eu me enfiaria num táxi e em menos de cinco minutos já estaria escondida embaixo das cobertas. Claro, uma balada que ofereça a opção: 'Open Bar' era fundamental aquela noite. Afinal, caipirinhas seriam minha única companhia para o 'crime' (ou não...)
Tudo pronto. Como diriam 'Eu estava vestida para matar'.
Cheguei e fingi um pouco falar no celular só para não parecer tão perdida.
Logo entrei e já fui correndo pro banheiro. Dei aquela conferida no visual e dá-lhe a primeira caipirinha de saquê. A segunda já era de cachaça, para acelerar o movimento.
Funcionou e logo estava eu ali perto da pista. Depois dentro da pista. No meio da pista. Ganhava movimentos a cada caipirinha que eu bebia.
Movimentos ousados que chamaram a atenção de um Jornalista. Eu não costumo me envolver com jornalistas. E pelo visto nem ele se envolvia com uma Relações Públicas. Dizia que achava todas chatas e que no trabalho dele havia várias, mas que ele não sentia tesão por nenhuma.
Eu não estava ali para aquele papo chato de 'comunicólogos' e logo já soltei: 'Não sente tesão por nenhuma? Isso é pq eu não trabalho com você'. Ele deu aquele sorrisinho e era a deixa para atacar.
Eu definitivamente não fico com jornalistas e aquele ali não abria a boca nem para beijar. Era hora de usar a boa tática que aprendi com Carrie e Miranda - 'Querido, adorei te conhecer, mas estou indo embora. Larguei meu gato sozinho em casa e preciso alimentá-lo'.
Pronto, me livrei do jornalista. Ele foi apenas o primeiro daquela noite que deveria acabar na cama, minha ou dele.
Logo já estava eu do outro lado da pista. Foi quando avistei uma barba me olhando. Já imaginei ela passeando por lugares, bem.. lugares im próprios. Ele me fez um sinal 'Quero te conhecer'. Eu dei aquele sorrisinho de moça pura e fingi que não estava entendendo nada. (os homens são idiotas e adoram isso).
Se apresentou. Eu nem lembro direito do nome, apenas guardei duas palavras: 'Finanças' e 'Alemanha'. Era o que bastava para já sorrir toda criminosa. Depois descobri que Finanças se encaixava na parte 'Sou gerente de finanças' e Alemanha na parte 'Passo férias sempre na Alemanha'.
Fiz logo questão de me certificar que o 'Finanças Alemanha' tinha carro e já estava decidida a minha carona de volta pra casa. Dei uma apimentada na relação e na hora dos beijos deixei ele tocar nos meus peitos. Ele começou a abrir minha blusa e quando eu percebi (aliás, para ele eu ainda nem percebi). Ele estava com as mãos lá. E eu ainda com cara de 'desentendida'.
Ele queria me levar para casa dele, mas depois de alguns copos de caipirinha eu cheguei a conclusão de que era melhor enrola-lo e apenas aceitar a carona para a MINHA casa.

Quando eu cheguei em casa disse que minha amiga estava dormindo e que eu não poderia chegar com um outro homem assim.

Não precisava de homens aquele dia. Eu já tinha garantido meu sucesso ao saber que mesmo sem minhas amigas na balada eu consigo sair e ser Sozinha e Fabulosa.